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Ultraformer funciona? Liftera e ultrassom microfocado para flacidez
Ultraformer funciona? Entenda como Ultraformer, Liftera e o ultrassom microfocado atuam na flacidez, o que esperar, dor, sessões, papada e recuperação.
Publicado em · Dra. Giuliana Fagundes
Quem começa a pesquisar um lifting facial não cirúrgico provavelmente encontra nomes como Ultraformer, Liftera e ultrassom microfocado. E é natural surgir a dúvida: essas tecnologias realmente funcionam para flacidez?
A resposta mais correta é: há evidência científica de que o ultrassom microfocado pode melhorar a firmeza de peles com flacidez leve a moderada em pacientes selecionados. O grau de melhora, porém, varia e não deve ser comparado ao resultado de um lifting cirúrgico. 1,2
Ultraformer e Liftera são nomes comerciais de plataformas que utilizam ultrassom focalizado. Isso é importante porque boa parte da evidência disponível não estuda cada marca isoladamente: estuda a tecnologia HIFU/MFU — ultrassom focalizado de alta intensidade ou microfocado — como uma categoria.
Há estudos específicos com Ultraformer, mas a literatura independente sobre Ultraformer e principalmente Liftera ainda é menor do que o volume de conteúdo comercial disponível na internet. Uma revisão publicada em 2025 encontrou justamente essa limitação e concluiu que ainda faltam dados comparativos suficientes para determinar a superioridade de uma plataforma sobre outra. 3
Por isso, mais importante do que perguntar apenas "Ultraformer ou Liftera?" é entender:
qual é o tipo de flacidez, qual região precisa ser tratada e o que o ultrassom focalizado consegue — e não consegue — fazer.
Ultraformer funciona?
Existem evidências favoráveis tanto para a tecnologia de ultrassom focalizado em geral quanto estudos específicos com Ultraformer.
Uma revisão sistemática de 2023 reuniu 16 estudos sobre ultrassom microfocado para firmeza facial. Os autores encontraram melhora principalmente em pacientes com flacidez leve a moderada, embora os protocolos fossem bastante diferentes entre os estudos. 1
Outra revisão sistemática com metanálise, também de 2023, reuniu 13 estudos com 477 participantes. A análise encontrou melhora estética após o tratamento e satisfação dos pacientes, mas novamente apontou a necessidade de ensaios maiores, randomizados e com maior padronização dos parâmetros. 2
Uma revisão sistemática e metanálise publicada posteriormente, envolvendo 42 estudos de ultrassom microfocado com visualização, também encontrou melhora estética e de qualidade da pele, acompanhada de perfil de segurança geralmente favorável. A heterogeneidade entre os estudos, entretanto, permaneceu relevante. 4
Há ainda um estudo específico publicado em 2024 com Ultraformer MPT.
Nesse trabalho, 50 pacientes foram avaliados por escaneamento tridimensional antes e imediatamente depois do procedimento. Os pesquisadores encontraram alterações mensuráveis em regiões como bochechas, mandíbula, jowl e pescoço. 5
Esse estudo é interessante porque fornece dados objetivos para a plataforma, mas possui limitações importantes:
- envolveu 50 pacientes;
- não foi um grande ensaio clínico randomizado;
- avaliou principalmente alterações imediatas;
- não permite prever a magnitude do resultado em outra pessoa.
Portanto, dizer simplesmente que "Ultraformer funciona" precisa vir acompanhado de contexto.
A evidência é favorável ao ultrassom focalizado para determinados graus de laxidez, mas o resultado depende da indicação, região, parâmetros utilizados e características individuais. 1,4,5
O que são Ultraformer e Liftera?
Ultraformer e Liftera são plataformas comerciais, e não nomes científicos de dois tratamentos completamente diferentes.
Ambas fazem parte da família de tecnologias que utilizam energia de ultrassom focalizado para atingir tecidos em profundidades selecionadas sem realizar cortes na superfície da pele.
Essa distinção é importante porque muitas comparações encontradas na internet misturam três coisas:
a tecnologia, o equipamento, e o protocolo utilizado pelo profissional.
Não são a mesma coisa.
Uma revisão comparativa publicada em 2025 analisou especificações de Ultherapy, Ultraformer e Liftera. Os autores encontraram diferenças relevantes de frequência, energia, profundidades e características técnicas entre as plataformas. 3
Mas encontraram também um problema:
faltam estudos publicados suficientes para permitir uma comparação clínica robusta entre Ultraformer e Liftera.
Segundo a revisão, devido à quantidade limitada de literatura científica disponível, informações sobre Ultraformer e Liftera precisaram ser obtidas em grande parte a partir de documentação de fabricantes. 3
Por isso, não há respaldo suficiente para afirmar de forma independente que:
"Liftera dá mais resultado que Ultraformer."
ou
"Ultraformer é mais potente e por isso é melhor."
A literatura atual não permite eleger um vencedor universal.
Como funciona o ultrassom microfocado?
O princípio do ultrassom microfocado é concentrar energia acústica em pontos específicos abaixo da superfície da pele.
Essa energia é convertida em calor no tecido-alvo, criando pequenas zonas térmicas controladas. A resposta biológica desencadeada por esses pontos envolve remodelamento da matriz extracelular e formação de novo colágeno. 6
Isso é diferente de aquecer toda a superfície da pele de maneira uniforme.
O foco permite entregar energia em determinadas profundidades enquanto a camada superficial permanece relativamente preservada. 6
Em termos simples:
o aparelho concentra energia em pontos abaixo da pele → ocorre um estímulo térmico localizado → os tecidos iniciam um processo gradual de remodelamento.
É por isso que o efeito não deve ser compreendido como uma transformação que acontece exclusivamente no momento da sessão.
Parte das mudanças estudadas aparece progressivamente durante os meses seguintes. 1,4
Qual a diferença entre ultrassom microfocado e macrofocado?
Os termos microfocado e macrofocado são bastante utilizados no mercado de estética, mas é preciso ter cuidado para não tratá-los como uma classificação científica universal e perfeitamente padronizada.
A própria literatura recente reconhece que ainda existe falta de padronização de nomenclatura, equipamentos e protocolos na utilização estética do ultrassom. 7
De maneira prática, tecnologias e transdutores podem ser configurados para concentrar energia em diferentes profundidades e volumes de tecido.
Em aplicações faciais, o ultrassom microfocado é bastante estudado para objetivos relacionados a firmeza e laxidez da pele. 1,4
Já aplicações de HIFU destinadas a profundidades e alvos diferentes também são estudadas para contorno corporal e tecido adiposo subcutâneo. Uma revisão sistemática de 2025 reuniu 45 estudos sobre firmeza da pele e contorno corporal e encontrou resultados favoráveis, mas também grande variação entre protocolos. 8
Isso significa que não é adequado resumir a diferença como:
"microfocado produz colágeno e macrofocado derrete gordura."
A indicação depende de profundidade, energia, cartucho, anatomia, equipamento e objetivo.
O que significa "lifting facial não cirúrgico"?
"Lifting facial não cirúrgico" é uma expressão utilizada para descrever procedimentos que buscam melhorar firmeza, sustentação aparente e contorno sem realizar uma cirurgia de lifting facial.
Isso não significa que o procedimento faça a mesma coisa que uma cirurgia.
A revisão sistemática de 2023 encontrou medidas objetivas de elevação após ultrassom microfocado, como alterações na sobrancelha e região submentoniana. Os resultados relatados pelos próprios pacientes, entretanto, foram predominantemente discretos. 1
É justamente por isso que o perfil com melhor respaldo científico é o de pessoas com flacidez leve a moderada, e não grande excesso de pele. 1
Uma cirurgia de lifting facial envolve descolamento, reposicionamento e, quando necessário, retirada de tecidos.
O ultrassom focalizado não realiza essas etapas.
Portanto:
lifting não cirúrgico descreve um objetivo estético. Não significa "cirurgia sem cirurgia".
Para quem o ultrassom microfocado costuma fazer mais sentido?
A evidência disponível é mais consistente para laxidez facial leve a moderada. 1
Isso pode incluir queixas relacionadas a regiões como:
- contorno da mandíbula;
- terço inferior da face;
- região submentoniana;
- pescoço;
- determinadas áreas da região malar;
- sobrancelhas, dependendo da avaliação e tecnologia.
Não significa que todas essas regiões devam ser tratadas em toda pessoa.
A revisão sistemática de Contini e colaboradores também observou menor resposta conforme aumentava o grau de laxidez. 1
Esse é um limite importante.
Quando existe excesso significativo de pele, tratar o ultrassom focalizado como equivalente a uma intervenção cirúrgica cria uma expectativa incompatível com o que a literatura permite afirmar.
Ultraformer ou Liftera: qual é melhor?
A ciência disponível não permite afirmar que um deles seja universalmente melhor.
Esse ponto merece destaque porque existem muitas comparações comerciais na internet apresentando uma das plataformas como:
- mais potente;
- menos dolorosa;
- mais moderna;
- mais eficaz;
- mais rápida;
- ou capaz de produzir resultados superiores.
A revisão comparativa de 2025 encontrou diferenças técnicas entre Ultraformer e Liftera, mas concluiu que a quantidade de dados publicados ainda é insuficiente para criar diretrizes baseadas em evidência capazes de determinar qual equipamento é superior. 3
Inclusive, os autores precisaram recorrer amplamente a informações fornecidas pelos fabricantes para descrever essas plataformas, justamente por falta de literatura científica publicada suficiente. 3
Isso não significa que os equipamentos sejam iguais.
Significa apenas que:
diferença técnica não é automaticamente prova de superioridade clínica.
Equipamento, indicação, parâmetros, anatomia e execução precisam ser considerados em conjunto.
Liftera antes e depois: o que essas fotos realmente mostram?
Quem pesquisa "Liftera antes e depois" geralmente quer descobrir quanto o rosto pode mudar.
Fotos podem ser úteis para visualizar um caso individual, mas possuem uma limitação fundamental:
o resultado de uma pessoa não prevê o resultado de outra.
Além das diferenças anatômicas e biológicas, uma fotografia só é realmente comparável quando condições como posição da cabeça, expressão, iluminação, distância e enquadramento são suficientemente semelhantes.
Uma foto de antes e depois também não substitui dados provenientes de estudos clínicos.
Para profissionais biomédicos, existe ainda uma questão regulatória.
O Código de Ética do CFBM permite divulgação de imagens de antes e depois sob condições específicas, incluindo autorização adequada do paciente e contextualização clara de que aquela imagem representa um caso individual. 9
Por isso, a pergunta mais útil diante de um antes e depois não é:
"Vou ficar assim?"
Mas:
"O que mudou nesse caso, em quanto tempo foi avaliado e minha condição é comparável?"
Uma fotografia individual precisa ser contextualizada dentro daquele caso.
Ultraformer dói?
Ultrassom microfocado pode causar dor ou desconforto.
A intensidade varia bastante.
Uma metanálise de 2023 encontrou média agrupada de aproximadamente 3,1 em uma escala de 0 a 10 nos estudos incluídos. 2
Uma revisão sistemática e metanálise posterior encontrou média agrupada de aproximadamente 4,85 em 10, também com elevada variação entre os estudos. 4
A diferença entre esses resultados já mostra por que não faz sentido transformar um número em regra.
O desconforto pode variar conforme:
- região;
- profundidade;
- energia;
- equipamento;
- parâmetros;
- anatomia;
- sensibilidade individual.
Uma revisão específica sobre segurança também encontrou dor pós-procedimento, edema e vermelhidão entre os eventos relatados com maior frequência. 10
Portanto, afirmações como:
"Ultraformer é indolor"
ou
"Liftera não dói"
devem ser lidas com cautela.
É verdade que Liftera dói menos que Ultraformer?
Não existe evidência clínica comparativa independente suficiente para afirmar isso como fato.
A ideia de que determinada plataforma é necessariamente mais confortável aparece com frequência em conteúdo comercial.
Mas a revisão de 2025 que comparou Ultraformer e Liftera ressalta justamente a escassez de dados publicados específicos dessas plataformas. 3
Dor e desconforto são possíveis com ultrassom focalizado como tecnologia. 2,4
Não existe, porém, evidência de qualidade suficiente para criar uma classificação universal:
Liftera < Ultraformer em dor
ou o inverso.
Se essa comparação aparecer em uma publicidade, é importante perguntar qual estudo independente sustenta a afirmação.
Ultraformer serve para papada?
Depende do que está sendo chamado de papada.
Essa região pode apresentar componentes diferentes:
flacidez da pele, gordura submentoniana, ou uma combinação.
Para laxidez submentoniana, existem estudos de ultrassom microfocado mostrando melhora do contorno em pacientes selecionados. 1
Também existe literatura estudando HIFU especificamente para redução de gordura submentoniana.
Um estudo publicado em 2025 avaliou essa aplicação e encontrou redução de gordura em pacientes selecionados. Entretanto, há uma limitação importante: entre os autores havia vínculo com a Classys, fabricante do Ultraformer, portanto esse resultado deve ser interpretado levando em consideração o conflito de interesse. 11
Isso reforça a necessidade de não transformar:
"HIFU foi estudado para gordura submentoniana"
em:
"Ultraformer elimina papada."
Antes de definir um tratamento, é preciso saber qual componente realmente forma a papada naquele caso.
Quantas sessões de Ultraformer são necessárias?
Não existe um número universal de sessões.
Há estudos faciais demonstrando melhora depois de uma única sessão de ultrassom microfocado. A revisão sistemática de 2023, por exemplo, avaliou especificamente estudos com tratamento único. 1
Isso não significa que:
"uma sessão resolve."
Outras indicações e outros protocolos utilizam esquemas diferentes.
Em tratamentos corporais, por exemplo, existem estudos que realizaram mais de uma sessão para determinados objetivos. 12
Número de sessões, necessidade de manutenção e intervalo entre tratamentos dependem da região, grau de alteração, equipamento, protocolo e resposta individual.
Na Attualitá, esse planejamento é feito caso a caso, após avaliação da Dra. Giuliana.
Não existe um pacote de sessões definido apenas porque o paciente pesquisou determinada marca de aparelho.
Quando aparece o resultado do ultrassom microfocado?
As mudanças estudadas não precisam acontecer todas imediatamente.
O mecanismo de ação envolve resposta e remodelamento progressivos dos tecidos. 6
Estudos de MFU frequentemente avaliam resultados em períodos como 30, 90 e 180 dias após o tratamento. Metanálises encontraram melhora em avaliações realizadas principalmente por volta de 90 dias, com efeitos ainda observados em acompanhamentos posteriores em determinados estudos. 2,4
Uma pesquisa publicada mais recentemente e acompanhada por até 12 meses também encontrou um perfil temporal, com melhora mais evidente em torno de três meses em várias medidas. 13
Isso não significa que 90 dias seja um prazo fixo para o "resultado final".
É apenas um intervalo frequentemente utilizado nos estudos para avaliar a evolução.
Preciso ficar afastado depois do procedimento?
Em geral, o ultrassom microfocado é descrito como um procedimento com tempo de recuperação reduzido, mas "zero downtime" simplifica demais a experiência pós-procedimento.
Revisões relatam possíveis eventos transitórios como:
- vermelhidão;
- edema;
- sensibilidade;
- dor;
- pequenos hematomas;
- alterações temporárias de sensibilidade em casos menos frequentes. 1,4,10
Na maioria dos estudos, essas reações foram leves ou moderadas e temporárias. 4
Isso permite dizer que muitas pessoas conseguem retornar rapidamente às atividades habituais.
Isso não significa que:
"ninguém ficará marcado"
ou
"você volta à rotina imediatamente sem qualquer reação."
A experiência pós-procedimento também é individual.
Ultrassom microfocado pode causar efeitos adversos mais importantes?
Pode, embora eventos importantes sejam menos comuns na literatura clínica publicada.
Uma revisão sistemática de segurança de MFU com visualização analisou 19 artigos envolvendo 506 pacientes. Edema, vermelhidão e dor foram os eventos mais frequentes. 10
A revisão também identificou relatos menos frequentes de eventos relevantes, incluindo alteração de tecido subcutâneo.
Os autores analisaram adicionalmente notificações de dispositivos e encontraram relatos de lipoatrofia, alterações neurológicas, dormência, disestesia, ptose e cicatrizes. Esses relatos provenientes de sistemas de notificação não permitem determinar frequência ou causalidade da mesma forma que ensaios controlados, mas reforçam que o procedimento não deve ser tratado como isento de risco. 10
Anatomia, profundidade, energia e execução importam.
Ultrassom microfocado corporal funciona?
Há evidência também para aplicações corporais, mas é importante separar firmeza da pele de redução localizada de tecido adiposo.
Uma revisão sistemática publicada em 2025 reuniu 45 estudos de HIFU para firmeza e contorno corporal. Foram relatadas melhorias em diferentes regiões, incluindo abdômen e coxas, mas os protocolos apresentavam grande heterogeneidade. 8
Existem também ensaios controlados estudando HIFU especificamente para gordura localizada abdominal. 12,14
Um ensaio randomizado e controlado por tratamento simulado avaliou o método para contorno do abdômen e flancos em adultos selecionados. 14
Outro estudo avaliou duas sessões para redução de gordura subcutânea abdominal e encontrou diminuição de circunferência e espessura adiposa. Nesse trabalho, entretanto, uma das autoras era vinculada à Classys, fabricante de equipamentos do setor, o que deve ser considerado na interpretação. 12
Esses estudos não significam que ultrassom focalizado seja tratamento para obesidade ou método de emagrecimento.
Contorno corporal localizado é diferente de perda de peso.
Ultraformer e Liftera substituem um lifting cirúrgico?
Não.
Essa é uma das limitações mais importantes para quem pesquisa "lifting facial sem cirurgia".
Ultrassom microfocado possui evidência principalmente para melhora de flacidez leve a moderada. 1
Cirurgia de lifting facial trabalha com reposicionamento de tecidos e, quando necessário, retirada de excesso de pele.
São intervenções de naturezas diferentes.
Portanto, uma pessoa com grande excesso cutâneo não deveria receber uma indicação de ultrassom como se a tecnologia fosse equivalente ao tratamento cirúrgico.
Uma avaliação responsável inclui reconhecer também quando a tecnologia não é suficiente para a expectativa apresentada.
Quanto custa o ultrassom microfocado?
Não existe um preço universal para Ultraformer, Liftera, HIpro ou ultrassom microfocado de maneira geral.
O valor pode mudar de acordo com fatores como:
- região tratada;
- extensão da área;
- planejamento realizado;
- número e características dos disparos;
- profundidades necessárias;
- equipamento utilizado;
- complexidade do caso.
Por esse motivo, médias encontradas na internet não necessariamente representam o custo de um tratamento individual.
A Attualitá não utiliza uma tabela genérica de preço neste conteúdo porque a avaliação vem antes da definição do protocolo.
Se houver interesse no procedimento, a equipe pode informar os valores depois de identificar qual região e planejamento serão considerados.
Se Ultraformer e Liftera são conhecidos, qual aparelho a Attualitá utiliza?
Essa transparência é importante.
A Attualitá não utiliza Ultraformer ou Liftera como equipamento de sua rotina. A plataforma utilizada pela clínica é o HIpro.
Ultraformer, Liftera e HIpro pertencem ao universo das tecnologias baseadas em ultrassom focalizado, mas não devem ser tratados como equipamentos idênticos.
Também não seria adequado afirmar que o HIpro é "melhor" ou "igual" a Ultraformer ou Liftera sem estudos comparativos de qualidade que demonstrem isso.
A própria revisão comparativa de equipamentos publicada em 2025 mostra como ainda faltam estudos dispositivo-específicos para que comparações desse tipo sejam feitas com segurança. 3
Por isso, quando a Dra. Giuliana avalia uma pessoa interessada em ultrassom microfocado, a pergunta central não é:
"Qual marca está na moda?"
Mas:
"Qual alteração está presente, qual profundidade e região precisam ser avaliadas e essa categoria de tratamento faz sentido para este caso?"
Afinal, vale a pena fazer ultrassom microfocado?
A literatura permite uma conclusão mais equilibrada do que a publicidade costuma apresentar.
Ultrassom microfocado possui evidência de melhora de flacidez facial leve a moderada em pacientes selecionados. 1,2,4
Também existem estudos para aplicações corporais e contorno, embora protocolos e qualidade da evidência variem. 8
Ao mesmo tempo:
- o resultado não é equivalente ao de uma cirurgia;
- a resposta varia conforme caso, região e protocolo;
- não existe uma quantidade universal de sessões;
- dor e reações transitórias podem ocorrer;
- Ultraformer e Liftera não possuem evidência comparativa suficiente para determinar qual é "melhor";
- fotos de antes e depois não predizem a resposta de outra pessoa.
O equipamento é uma parte do tratamento.
Indicação, anatomia, parâmetros, execução e expectativa são igualmente importantes.
Na Attualitá Estética Avançada, a avaliação é conduzida pela Dra. Giuliana Fagundes, Biomédica Esteta, CRBM 41712. A tecnologia de ultrassom focalizado disponível na clínica é o HIpro, com planejamento definido individualmente conforme região, grau de flacidez e objetivo.
Referências técnicas
1 Contini M, Hollander MHJ, Vissink A, Schepers RH, Jansma J, Schortinghuis J. A Systematic Review of the Efficacy of Microfocused Ultrasound for Facial Skin Tightening. International Journal of Environmental Research and Public Health. 2023;20(2):1522. PMID: 36674277.
2 Ling J, Zhao H. A Systematic Review and Meta-Analysis of the Clinical Efficacy and Patients' Satisfaction of Micro-focused Ultrasound (MFU) Treatment for Facial Rejuvenation and Tightening. Aesthetic Plastic Surgery. 2023;47(5):1806-1823. PMID: 37198297.
3 Dicker V et al. High-Intensity Focused Ultrasound Devices for Skin Tightening: A Comparative Literature Review of Device Specifications. Dermatological Reviews. 2025;6(2):e70030. DOI: 10.1002/der2.70030. Os autores destacam escassez de literatura específica para Ultraformer e Liftera e dependência de documentação dos fabricantes para parte das especificações.
4 Amiri M et al. Microfocused Ultrasound With Visualization (MFU-V) Effectiveness and Safety: A Systematic Review and Meta-Analysis. Aesthetic Surgery Journal. 2025;45(3):NP86-NP94. PMID: 39540440.
5 Kim JS. Three-dimensional Analysis of Lifting Effects after High-intensity Focused Ultrasound (Ultraformer-MPT) across Seven Facial Aesthetic Units Considering SonoAnatomy. Plastic and Reconstructive Surgery Global Open. 2024;12(10):e6203. PMID: 39372881.
6 Wulkan AJ, Fabi SG, Green JB. Microfocused Ultrasound for Facial Photorejuvenation: A Review. Facial Plastic Surgery. 2016. PMID: 27248024.
7 World Federation for Ultrasound in Medicine and Biology — WFUMB. Position Paper: Consensus on Best Practice in Aesthetic Dermatologic Ultrasound. Ultrasound in Medicine & Biology. 2025. PMID: 40866164.
8 Haykal D, Sattler S, Verner I, Madhumita M, Cartier H. A Systematic Review of High-Intensity Focused Ultrasound in Skin Tightening and Body Contouring. Aesthetic Surgery Journal. 2025;45(7):690-698. PMID: 40184185.
9 Conselho Federal de Biomedicina. Resolução CFBM nº 330/2020 — Código de Ética do Profissional Biomédico. Regras para divulgação de imagens, antes e depois, autorização e contextualização de casos individuais.
10 Microfocused Ultrasound With Visualization: A Systematic Review of Adverse Events and Risk of Subsequent Facelift Compromise. Dermatologic Surgery. 2025. PMID: 39625163.
11 Goo B et al. Efficacy and Safety of High-Intensity Focused Ultrasound (HIFU) on Reduction of Unwanted Submental Fat in Asian Patients. Aesthetic Plastic Surgery. 2025;49(13):3750-3755. PMID: 40355620. O estudo inclui autor vinculado à Classys Inc.; esse conflito de interesse deve ser considerado na interpretação.
12 Hong JY et al. Efficacy and Safety of High-Intensity Focused Ultrasound for Noninvasive Abdominal Subcutaneous Fat Reduction. Dermatologic Surgery. 2020. PMID: 31490305. Uma das autoras declarou vínculo com a Classys Inc.
13 Evaluating the Long-term Effects of Microfocused Ultrasound on Facial Tightening Using Quantitative Instruments: Efficacy and Safety. Aesthetic Plastic Surgery. 2025. PMID: 40931143.
14 Randomized sham-controlled trial to evaluate the safety and effectiveness of a high-intensity focused ultrasound device for noninvasive body sculpting. Plastic and Reconstructive Surgery. 2011. PMID: 21701341.
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